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Ruínas da Lagoinha: encantos e mistérios num só lugar

As janelas e suas venezianas eram as primeiras da região a abrirem para fora, o vidro teria de ser mostrado aos outros, era chique vidro nas janelas.

Muito além da beleza, muito além da história e muito além do mistério, assim foi à fazenda da Lagoinha que mantém ainda de pé um conjunto de patrimônio histórico, arquitetônico e natural mais próximo às pessoas e preservado da região.

Pela rodovia se vê ainda os pilares (construídas com conchas moídas e óleo de baleia) do que sobrou da primeira fábrica de vidros da América Latina, a frente uma praia onde até os bois da fazenda passeavam tranquilamente, do lado oposto ainda imponente, as ruínas da Casa Sede da Fazenda e em seu contexto poços, trilhas, fauna, flora e cachoeiras de tirar o fôlego.
Se as ruínas contassem às histórias que já viveram daria centenas de livros, então vamos ao que conhecemos. As ruínas pertenciam à família do Capitão Romualdo e que eram produtoras de café e cana de açúcar. Para engarrafar a cachaça foi então construída a fabrica de vidros, que na realidade era para produzir garrafas. Existem ainda trechos e objetos deixados pelos antigos moradores como vestígios de rocas por toda a sua extensão . As janelas e suas venezianas eram as primeiras da região a abrirem para fora, o vidro teria de ser mostrado aos outros, era chique vidro nas janelas.
Ao lado um sistema de abastecimento de água que atendiam as necessidades da Sede. Para quem chega à localidade não imagina de que sua várzea foi muito produtiva. De onde será que vinham as pedras que construíram as grandes paredes, é que nosso visitante não foi a trilha que leva a cachoeira do véu de noiva, aquela que dá para ver da rodovia na subida da Lagoinha para a Praia Dura. Ao fundo da sede, existem muitos lugares que foram transformados por conta das necessidades as época, alguns pontos são dotados de muitos mistérios, como por exemplo, a caverna que tem acesso por baixo da trilha, percebe-se que ela já teve muito espaço e hoje só passa uma pessoa por vez, mas por questão de segurança é bom apenas apreciar e tentar entender.

Cachoeira Véu de Noiva, na Lagoinha - Ubatuba
Fábio de Souza, técnico em Turismo Rura, aponta para a grandiosidade da cachoeira véu de noiva, na Lagoinha

Cachoeira Véu de Noiva

O trecho até a cachoeira da fazenda é considerado fácil moderado e não leva uma hora para percorrer todo o local, a cada 20 metros tem um poço cada qual com sua particularidade, um convite irrecusável para um relaxante e energizante banho. A trilha começa na rua que leva as ruínas, começa por baixo de um portal de madeira, passa pela estrutura de filtragem e limpeza de água da Sabesp e não é difícil de encontrar cobras no local.

Suas águas transparentes parecem vidros (claro que não os feitos na fazenda), nas laterais do rio existem muitos vestígios de construções antigas, pedaços de paredes, tijolos assentados no meio do rio, árvores frutíferas centenárias, vestígios de roças, troncos de árvores retorcidas por conta das águas e do solo rochoso, tudo isto e muito mais nos remetem a entender como viviam os antigos habitantes. Sabemos que pelo menos as belezas naturais eram muito bem desfrutadas, mesmo que por regras estranhas para nós, as madames tomavam banho sempre acima dos homens, estes só depois que as águas do banho das mulheres passassem por eles. Toda esta magia é mostrada também através da biodiversidade do local, a quantidade árvores como Coração de Nego (Araçarana Vermelha), Guacá, Bacupari, Bocabixaba, Guacá de Remo, Maracujá de trepadeira, Coco Pati, Jabucatiba mostra também a quantidade de animais que freqüentam o lugar, que por vezes nos surpreendem com sua rápida visita.

As bromélias e orquídeas também dão um espetáculo à parte. A chegada à cachoeira principal e como se estivéssemos próximo a um quadro gigante, olhando ela num todo é fácil descobrir porque a chamam de véu de noiva.
A sua frente é percebida a mudança de temperatura, parece que você esta na frente de um ar condicionado, difícil é descobrir o melhor ângulo para uma foto, temos que fazer um esforço para levantar o pescoço, são cerca de 50 metros de águas caindo suavemente pela rocha, da a vontade de abrir os braços e abraçar a pedra, dando a entender de que tomamos um ducha gigante, massageando nosso corpo. Tudo é tão belo que parece um capricho colocada por mãos divinas.
O local merece bastante tempo para um bom descanso, lugar ótimo para esquecer das preocupações cotidianas, ao redor as particularidades da floresta encantam. Subindo um pequeno paredão, logo acima da cachoeira ainda existe outra pequena queda e um poço fundo para mais um relaxante mergulho.


Visualizar Ruínas da Lagoinha em um mapa maior

Preservação

Durante o trajeto não foi difícil encontrar plásticos, meias, garrafas e papéis as suas margens. Irritado com a irresponsabilidade dos visitantes ao local, o Técnico em Turismo Rural Fábio de Souza, 35, desabafa: Se existe a necessidade de levar mantimentos, equipamentos e alimentação ao lugar, existe uma maior necessidade de levá-lo de volta, a floresta não necessita disto para viver, cada um deve fazer a sua parte, comenta.

Fábio nasceu nas proximidades e freqüenta o local desde pequeno e nos informa ainda da existência de vários fornos de carvão nas montanhas que rodeiam a sede da fazenda e de até animais raros como a lebre. Conhecedor da fauna e flora da localidade, ele aponta as varias árvores e flores, algumas que nascem apenas ali, que completam este maravilhosa visita a cachoeira Véu de noiva na Lagoinha. A trilha ainda leva a outra região, como os bairros do Sertão do Ingá e do Corcovado.

Vale lembrar de que as pedras são perigosas e merecem muita atenção, quando chove, aquelas passageiras, todas as pedras ficam muito lisas, aumentando a possibilidade de um acidente, e por falar em pedra, o local ainda possui um tipo raro de pedra, a pedra ferro. Não raro a visão de pegadas de pequenos animais como paca nas areias cristalinas e limpas das margens do rio. Todas as quedas, pequenas ou grandes, deixam as águas branquinhas, assim como o açúcar refinado, que na época da fazenda era colocado em um saquinho e escondido entre as roupas como se fossem perfumes caros que não podiam gastar, davam dulçor à roupa, isto também era chique.

A cada minuto vemos algo diferente, porem a água continua limpa, cristalina e fria, na parte de cima vemos pequenos viventes coladas as pedras que só existem em locais de extrema conservação e pureza e para que continuem assim devemos cuidar e educar.

É fundamental saber que muitas medidas têm de serem seguidas, principalmente no quesito segurança e proteção do patrimônio a ser visitado, que assim como nos, muitos visitantes também querem ter este privilegio, para isto devemos cuidar e respeitar cada espaço.

EZEQUIEL DOS SANTOS

Panorama of Ruinas da Lagoinha supplied by Panoramic Earth

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