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A Central de Reservas

A trilha do Bonete e os tesouros da natureza
Praia do Bonete
Há quem diga que o nome Bonete tem origem na dificuldade da pronuncia francesa da palavra “sabonete”

Considerado um roteiro curto, a trilha que sai do canto esquerdo da Praia da Lagoinha leva ao bairro da Fortaleza, passando pela Praia do Oeste, do Perez, Prainha, Bonete, Grande do Bonete, Deserto, Prainha do Deserto e Cedro.

A trilha é do tempo dos primeiros moradores da região, os índios Tupinambás. Assim como a água era a rodovia dos antigos moradores, as trilhas eram as pequenas estradas. Este trecho não foi diferente. É um pedaço da trilha que cortava o litoral de Santos ao Rio de Janeiro, usada por índios negros e, posteriormente, por europeus colonizadores.

Como os povoados foram erguidos à beira da praia, aquele pedaço assim como a Caçandoca já foi muito habitado. O local já foi palco de grandes roças e muitos ranchos de canoas no jundú das praias, muitas maresias, ventos fortes, muitos bate-pé, função, festas com consertadas e doces de mamão.

Quem não tinha canoa, ia até os pequenos povoados a pé por estas trilhas. Esta passagem de servidão oferece um divertido e gostoso passeio, que não combina de jeito nenhum com lixo abandonado na trilha, com galhos cortados e pedras pixadas.

O local é muito freqüentado e tem várias opções de atividades: por terra, caminhada inesquecível, bares diferenciados; por água, de tudo um pouco, diferente e agradável. O acesso é considerado fácil e foi feito para curtir cada cantinho, o tempo de caminhada depende da curiosidade de cada um.

Já na saída da Lagoinha, a costeira é muito apreciada por mergulhadores de final de semana, com o devido cuidado, existe uma pedra que é possível pular na água. Por terra é possível, dependendo do horário, avistar pequenas aves e mamíferos, até mesmo bichos preguiças podem ser avistados em árvores a beira da trilha. Nada de preguiça, por água existem por vezes os serviços de táxi-boat, que levam até a Praia Grande do Bonete, mas também podem ser agendadas visitas a outros lugares.

Thilha do Bonete
Ao longo da trilha, cenários inesquecíveis

Os bares são famosos por suas especiarias

O percussor dos bares foi o do Hans Maiers-Mar Virado, vinham embarcações dos mais distantes lugares, muitas histórias o lugar já reservou. Continuando a trilha passamos por locais belíssimos, de qualquer ângulo se tem uma vista recompensadora. No caminho ainda vemos poucas casas de moradores tradicionais, como a da família Lopes.

Próximo à amendoeira na Prainha, existe uma antiga fábrica de esculturas em bronze, que por falta da rede de energia elétrica parou de produzir as obras de arte, as obras que de lá saíram foram parar em quase meio mundo. Eram obras que necessitavam de pelo menos 6 a 10 homens para erguê-lo. Do local saiu um cavalo de bronze que hoje enfeita um aeroporto no Canadá.

Mais adiante um pequeno riacho e a frente um bar com varanda para o mar. Cada canto guarda um segredo, no caminho é possível avistar uma fazenda de mexilhões, dizem que a iguaria é afrodisíaca. Na caminhada é possível encontrar com moradores da localidade. Os mais velhos ainda mantém seu jeito típico de falar e até mesmo na andar, alguns ainda tecem suas redes de pesca, outros olham para o mar esperando o melhor momento para pescar.

Por vezes as águas lembram muito mais as águas do Caribe, suas águas verde-claras é um atrativo a parte, é possível avistar tartarugas próximos às pedras, de tão límpida, tem-se a sensação de que é um vidro e por baixo deste vidro não tem nada. A praia do Bonete é parada obrigatória de escunas e de visitantes á um relaxante banho de mar, seu canto esquerdo é maravilhoso para um mergulho de snorkel e para a pesca com vara, para as crianças então o paraíso na terra. Há quem diga que o nome Bonete tem origem na dificuldade de pronunciamento de franceses na palavra sabonete, e falavam de uma forma que os nativos entendessem só o bonete do sabonete. Pode ser só história.

A trilha que leva a outra praia existe um pequeno ponto onde é possível avistar de cima a praia do Bonete, excelente para umas fotos e para matar de inveja quem não pode vir. Do outro lado está a maior praia do trecho, a Grande do Bonete, conhecida por alguns pela sigla PGB. De tão limpas e branquinhas que são as areias, ainda é possível ouvir os “ics, ics” quando arrastamos os pés com pouco mais de força. Considerada praia de tombo, possui ondas razoáveis já que é voltada para o mar aberto, no seu canto direito, na costeira existe uma caverna, onde pescadores a utilizam como abrigo e curiosos imaginam quem poderia ter morado ali. Existem ainda alguns ranchos de canoas e uma pequena barra de rio, palco de partidas de futebol de areia.

Região oculta mistérios e fragmentos do passado

Ilha do Mar Virado
Pesquisadores da Universidade de São Paulo encontraram Sambaquis milenares na ilha

Em frente a praia Grande do Bonete existe a Ilha do Mar Virado, que não tem praia, mas existe abrigo nas pedras possível de ancorar uma embarcação. Pesquisadores da Universidade de São Paulo encontraram Sambaquis milenares na ilha, do outro lado da ilha existem dois cortes no morro que parecem que foram realizados por uma ferramenta gigante.

O local guarda muito mistério e belezas naturais, um desses mistérios fora a retirada de um objeto semelhante ao um cachimbo gigante das águas, na época os moradores foram proibidos de saírem de suas casas, e a tal peça foi içada por um navio da marinha americana. Na ocasião um fotógrafo americano que estava nas Toninhas tirou algumas fotos e também foi levado, nunca mais o viram, especulações informam de que se tratava de um OVNI, isto parece que aconteceu na década da de 1930.

Foram encontradas ossadas de ocupantes da região de cerca de dois mil anos e que possivelmente a ilha fazia parte do continente, segundo pesquisadores, estes primeiros moradores eram muito baixos, não viviam mais do que 25 anos e se alimentavam basicamente de frutos do mar.

Pesquisa realizada por Diegues, renomado antropólogo brasileiro e especialista em comunidades tradicionais, aponta também de que a disposição social, espacial, geográfica e cultural dos moradores da Praia Grande do Bonete em interação com os turistas não é o modelo ideal de convivência, mais um exemplo a ser seguido de convivência entre seus atores.
Da importância de se manter o local limpo moradores se revezam para levar o lixo do bairro ao continente, um serviço voluntário. Ruim para os moradores é em época de férias, onde muitos campistas não respeitam nem moradores e nem a natureza.


Visualizar Trilha do Bonete em um mapa maior

Tradição

O local guarda muitos resquícios de seu passado glorioso, a festa de janeiro, a corrida de canoa, a receptividade, o jeito de falar, de caminhar, a interação com a natureza, manutenção do lugar, a defesa de seus patrimônios e por vezes a volta de seus filhos.

Como não tem rua, a disposição dos acessos é bem interessante, grande parte tem nomes de peixes da região e é conduzida por plantas muito bem cuidadas nas laterais. Ao centro da localidade uma Capela, a escola e uma área para as festividades. Do bairro saem duas trilhas, uma que leva ao bairro da Fortaleza, outra que leva ao Cedro, uma praia que tão bela parece que foi feito à mão, existe uma pequena casa próxima à mata, um rancho antigo, no meio da praia pedras que a separam em duas partes, como se dissessem: “Você lá e eu aqui”.

As águas limpas e transparentes o convidam a curtir o local sem pressa. A frente o ilhote do Mar Virado, onde moradores acharam objetos e marcações da Marinha do Brasil. Um local que parece abandonado, mas que guardam ótimas lembranças do passado, um pedaço com muita história, gente boa e que ainda mantém o lugar com ares de paraíso e paraíso não combina com lixo e com depredação, lembre-se disso.

EZEQUIEL DOS SANTOS


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